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Contribuição Financeira tem a ver com devoção?

Numa época marcada por muitas falcatruas e desvio de verba, inclusive no cenário religioso, ficamos desacreditados quando ouvimos falar de doações, contribuições, dízimos e ofertas.

Alguns, inocentemente, ingenuamente, no afã de agradar a Deus, chegaram a dar quase tudo que possuíam para mercenários gananciosos que os iludiram com suas ludibriosas palavras aos incautos na fé.

De outro lado temos aqueles que “justificados por estes abusos”, e tão apegados aos seus recursos, negam prestar qualquer tipo de contribuição a quem que seja, excetuando, é claro, aos próprios interesses deles mesmos.

Em meio a tudo isso ouvimos a voz de Deus nos incitando a contribuir com nobres causas (Ef. 4.28; Pv 28.27) e a fazê-lo com desprendimento (Dt. 15.1-11) e satisfação, “pois Deus ama a quem dá com alegria!” (2ª Co 9.7).

Diante disso, ficamos a nos questionar: Qual o ensino bíblico correto e bem contextualizado sobre a contribuição financeira? O dízimo era coisa só do Antigo Testamento ou devemos obedecê-lo hoje? Como saber se não serei defraudado ao contribuir com determinada causa, e finalmente (e mais importante), como meu coração lida com o fato de ter que dar para outros aquilo que poderia ficar só para mim?

A principal coisa que precisamos considerar à luz das Escrituras, é que contribuição financeira na Igreja não tem a ver essencialmente com suprir necessidades, mas tem a ver com adoração no coração.

Não devemos contribuir simplesmente porque existe uma demanda, uma necessidade, um desafio de aquisição. Essas coisas podem existir ou não, mas independentemente disso, dar coisas reflete não apenas desprendimento mas veneração, devoção, culto.

A primeira vez que aparece na Bíblia a palavra oferta é exatamente quando aparece o primeiro registro de adoração a Yahweh (Gn 4).

Nos é dito que, “no fim de uns tempos trouxe Caim do fruto da terra uma oferta ao Senhor. Abel, por sua vez, trouxe das primícias do seu rebanho e da gordura deste. Agradou-se o SENHOR de Abel e de sua oferta; ao passo que de Caim e de sua oferta não se agradou” (Gn 4.3-5).

É num contexto de adoração a Yahweh que Abel oferecem mais excelente sacrifício (culto) do que Caim (Hb 11.4), sendo aprovado por Deus quanto às suas ofertas.

Deus se agradou (Gn 4.4), afinal o culto é para Deus. Ele deve ser adorado e glorificado. Ele é quem deve ser agradado. A contribuição foi aceita, porque a adoração foi aceita. Deus se agradou de Abel e depois da sua oferta. A fé de Abel o levou a agir assim. Contribuição financeira tem a ver com adoração.

Deus vê a motivação do adorador. Deus vê o coração (1 Sm 16.7). Deus sabe se a contribuição é sincera ou apenas para chamar a atenção dos outros (Mt 6.2-7). Deus sabe se o coração está compungido e contrito, ou se está distante Dele (Is 29.13). Deus procura verdadeiros adoradores (Jo 4.23) e sabe que eles adorarão em espírito e em verdade (Jo 4.24). E eles não se apresentam diante de Deus de qualquer forma (Dt. 12), nem de mãos vazias (Dt. 16.16).

Mesmo diante de grande pobreza vemos grande generosidade no verdadeiro adorador, como acontecem com os crentes da Macedônia, que “da sua profunda pobreza superabundou grande riqueza de sua generosidade” (2 Co 8.2). A questão não é se contribui com muito ou com pouco, mas a atitude do coração.

A forma como lidamos com nosso dinheiro revela quem manda em nosso coração. A mesquinhez reflete um coração ganancioso, egoísta, infiel e temeroso que não confia no Deus que lhe deu tudo (1Cr 29.10-18) e por isso precisa guardar para ter certeza que não vai faltar! Falta-lhe fé: Confiança no Deus provedor. Pois, pela fé Abel ofereceu… Veja que a fé leva a adoração, e toda adoração traz consigo uma oferta.

Cristo e sua obra na Cruz certamente é a oferta perfeita que nos torna aceitos diante de Deus. Mas isso não vai dispensar o cristão de oferecer a Deus sua adoração. Na verdade, o ponto aqui é: Cristo deu sua vida por nós e agora, como fruto de gratidão por tão grande salvação graciosa, rendemos a Ele nossa adoração. Não adoramos para ser aceitos. Somos aceitos diante de Deus através de Cristo, por isso o adoramos.

Ao nos rendermos em adoração verdadeira e sincera diante do Pai, oferecemos-lhe nossos louvores, nossa vida, nossos dons e também nossos recursos. Tudo que temos e somos vem Dele. A Ele devolvemos, em gratidão por tudo que Ele fez e fará.

O nosso desprendimento em entregar dízimos e ofertas é um reflexo claro de que entendemos a obra de Cristo na Cruz e uma expressão verdadeira de gratidão por aquilo que recebemos.

A fidelidade em contribuir, a generosidade em ajudar, o desprendimento em ofertar, pode revelar um coração genuíno de adorador como de Abel, “que mesmo depois de morto ainda fala” (Hb 11.4) e nos conclama a seguir os mesmos passos, oferecendo os nossos bens a Deus como expressão da nossa devoção. Contribuir tem tudo a ver com nossa devoção! Como você tem contribuído para o Reino de Deus?

Rev. Daniel Alves